Letícia Spiller investe na carreira de cantora com projeto InFusión

Atriz quer viajar pelo Brasil com show ao lado do namorado e músico, Pablo Vares

Por Tatiana Ferreira 02/03/2018 - 17:28

Leticia Spiller

Letícia Spiller está de folga da TV depois de emendar um trabalho no outro. No tempo livre, a atriz se dedica a outra paixão: a música. Em março, ela começa a viajar pelo Brasil com o projeto Infusión, que mistura música, dança e texto. Em entrevista à CONTIGO!, Letícia fala sobre soltar a voz em cena e como é dividir o palco com o namorado, o músico Pablo Vares, que conheceu na peça Doroteia: "Trabalhar com ele é muito bom, porque temos respeito um pelo outro, amor, admiração e sintonia". Confira!

De uns anos para cá, você tem investido mais no canto. Como é que surgiu esse lado da Letícia cantora?
É um processo que vem acontecendo de forma muito natural. A música sempre esteve por perto e eu amo. Mas de uns sete anos para cá, eu tenho estudado, tenho me dedicado mais a música. Surgiram alguns projetos nos quais eu tinha que cantar, então foi bem natural. E eu estou gostando demais. E acho que agora estou mais madura, ainda tenho um caminho para percorrer, mas esse desejo de cantar veio crescendo. Eu amo arte, gosto de saber que existem mil formas de criar e de se expressar. E vejo canto como mais um caminho para isso. 

Mas tem pretensão de lançar CD, de investir mais nessa área?
Não pensei nessa possibilidade (risos). Mas não descarto. Vai que amanhã surge um projeto que eu ache incrível e que tenha como resultado um CD. Não é minha meta. Esse show de agora, InFusión, nele eu canto, mas danço, tem texto também. Sou uma atriz que canta. Tenho o Coletivo El Camino, um grupo com amigos artistas no qual misturamos música, poesia, textos, desenhos... O que eu gosto mesmo é de estar em contato com a arte, de estar nesse processo criativo. Isso é o que me estimula.

Como é que surgiu esse show InFúsion?
Eu estava num show do Pablo (Vares, músico) e dei uma canja. Ele mistura arranjos dele em canções brasileiras e fica muito bonito. O João (Silveira, diretor de InFusión) estava presente e teve a ideia de fazer esse show, mesclando ritmos, músicas e fazendo essa fusão de artes, com música, dança, texto... Ele falou para mim e para o Pablo e gostamos da ideia. Isso tem mais ou menos um ano e agora ganhou forma. 

No repertório do show, o flamenco ganha espaço, correto?
Pablo é uruguaio, tem um repertório bem diverso. E a música flamenca faz parte. E eu amo música, dança flamenca. E ela está bem presente no InFusión. Acho que o show tem essa paixão, esse compasso forte da dança, que é bem característica do flamenco, mas temos outros ritmos também.

Você divide o palco com o seu namorado. Como é trabalhar junto com ele?
É muito bom. Nós nos conhecemos no palco, trabalhando em Doroteia. E Pablo sempre se mostrou muito profissional, daqueles que chegam antes de todos e vão embora só depois. Eu já o admirava antes de namorarmos. Então, trabalhar com ele é muito bom, porque temos respeito um pelo outro, amor, admiração e sintonia. Isso reflete no resultado. 

Vocês conseguem separar bem o trabalho e o relacionamento? 
Sim, claro. Falamos muito de nossos projetos nas nossas horas livres, mas é porque gostamos. Mas sabemos separar bem. Sem falar que ele tem os shows dele, eu tenho os meus trabalhos também. Vamos conciliando esses compromissos profissionais com nossa vida e com o desejo de também estarmos juntos no trabalho. 

Você emendou várias novelas. Acho que esse tempo que está tendo agora é o maior que teve de férias da TV. Como é para você esse momento? 
Foram muitos trabalhos mesmo. E eu amo o que faço. Eu me realizo com o meu trabalho, então isso é maravilhoso. Ano passado eu finalizei “Sol Nascente” e fiz “Os dias eram assim”. Tive pouco tempo entre um e outro. E quando você tem uma novela, a vida fica mais apertada, sua agenda é guiada pelos roteiros. Eu agora estou curtindo essa fase para aproveitar bem a minha filha, levar ela para a escola, acompanhar o dia a dia... eu ainda estou trabalhando, com mil projetos, mas consigo conciliar mais os meus horários. 

Se você tivesse um desejo para realizar, qual seria?
A felicidade de uma mãe é a felicidade dos seus filhos. Se eu tivesse um único desejo, seria vê-los sempre bem e felizes. 

Cantar é uma novidade. Você fica mais nervosa do que quando está para entrar no palco atuando? 
Boa pergunta (risos). Mesmo com tanto tempo de carreira, eu ainda entro no palco com aquele frio na barriga. Acho que isso tem a ver com o respeito que tenho por aquele espaço. O palco para mim é sagrado, então da mesma forma que eu fico com frio na barriga para atuar, eu fico para cantar. E é gostoso isso. Estou muito animada com esse trabalho e quero compartilhar ele com o público.

Como gostaria que o público saísse da apresentação? 
Felizes, emocionados. Mas arte é muito subjetiva. Ela bate em cada uma de forma muito específica. Mas eu queria que a sensação fosse tão boa quanto tem sido para nós todo esse processo de ensaio. 

O show começa no sul do Brasil. Vocês farão em outros lugares?
Nossa ideia é viajar com o InFusión, pelo Brasil e quem sabe fora. Somos três artistas no palco, nosso cenário é simples de levar para viagens, então temos essa possibilidade. E é um desejo levar esse trabalho para o maior público possível. Começaremos dias 2 e 3 de março no SESC Passo Fundo (RS) e depois no dia 4 de março em Cruz Alta (RS).