Phoenix vem ao Brasil e diz que pretende se aprofundar em nossa cultura

Em entrevista exclusiva à CONTIGO!, o baixista da banda francesa, Deck D'Arcy, contou sobre as duas semanas que eles irão passar por aqui e sobre o novo álbum, Ti Amo

Por Tainá Goulart 19/01/2018 - 12:40

Phoenix vem ao Brasil para uma agenda cheia de shows

Do outro lado da linha, Deck D'Arcy, o baixista da banda de rock francesa Phoenix, comentou com uma voz bem animada sobre a vinda do grupo ao Brasil. "As nossas expectativas estão bem altas, pois amamos tocar pra vocês. E o melhor de tudo é que teremos vários dias de folga para conhecer melhor as cidades em que nós iremos passar", disse ele, sobre os três shows que farão por aqui. A tour começa no Rio de Janeiro, dia 25, depois passa em Belo Horizonte, no dia 27, no Festival Planeta Brasil, e termina no Planeta Atlântida, no Rio Grande do Sul, no dia 3 de fevereiro. "Antes, nós só conhecemos São Paulo e ficamos no máximo dois dias, ou seja, não dá para conhecer quase nada de um país em tão pouco tempo. Nem comida que, aliás, estou com muita vontade já (risos)", brinca o baixista, que ainda conta com a companhia de Thomas Mars (vocais), Laurent Brancowitz (guitarra), Christian Mazzalai (guitarra). 

Phoenix é um grupo francês formado em 1999 e, que ao longo de sua carreira, ganhou reconhecimento internacional. Foi com seu quarto disco, Wolfgang Amadeus Phoenix, de 2009, e sobretudo com o single Lisztomania, que o grupo estourou no mundo todo e se tornou um dos principais nomes do cenário indie. E, agora, em 2018, eles estão com um novo álbum, o Ti Amo, cuja temática traz muitos elementos da Itália. "Eu não discordo das pessoas que falam que esse novo trabalho seja, talvez, um dos mais românticos e alegres que já fizemos. Mas penso que ele vai além. É um disco de emoções, como o amor, o desejo, a tranquilidade... e pegamos a Itália como um lugar de escape, sabe? Um lugar onde estamos em paz, podemos aproveitar melhor dos prazeres da vida", declara Deck, que afirma estar escutando muita música italiana nos últimos anos, assim como seus colegas de banda.

Desde Bankrupt!, o último trabalho antes de Ti Amo, de 2013, o grupo não mostrava nada novo. "Nós somos uma banda devagar, mas que trabalha todo dia (risos)! Mas, o nosso processo de criação é lento mesmo, a gente gosta de ter muitas ideias e depois ir selecionando com calma. É realmente um processo em que a gente se atenta aos detalhes. São tantos anos de estrada, quase 20, que acho que aprendemos a ser mais tranquilos quanto ao nosso trabalho", enfatiza o baixista. Os fãs brasileiros irão conferir o resultado dessa longa espera nos shows nas três capitais. "Os fãs brasileiros são muito carismáticos, assim como os mexicanos e os australianos. Vocês são apaixonados por música, assim como nós, europeus, mas somos um pouco mais contidos", brinca D'Arcy. Será que um dia eles vão fazer um álbum sobre o Brasil, como fizeram com a Itália, em Ti Amo? "Ah, quem sabe depois dessas duas semanas aí!? A gente vai poder conhecer, ouvir mais Bossa Nova, conhecer alguns fãs... quem sabe não sai uma inspiração desse período!", finaliza o músico.