Sim, a rapidinha no capricho é uma maravilha!

A paixão não vive só de encontros programados. Uma vez ou outra, entregar-se ao prazer sem premeditação pode ser delicioso...

Viva Mais Digital 18/06/2015 - 09:00

Sexo: rapidinha

Há muitos pontos favoráveis ao sexo que acontece inesperadamente. A fisioterapeuta e educadora sexual Débora Pádua (SP) lista cinco: sair da rotina, realizar fetiches, estimular a relação, aproximar os casais com pouco tempo livre e diminuir o estresse. “A maioria das mulheres se sente mais feliz ao realizar coisas programadas, por isso nem sempre curtem uma rapidinha”, diz Vanessa de Oliveira, escritora e sexóloga (SC). “Para aproveitar, é preciso ver o sexo de forma instintiva, permitindo que um lado mais animal aflore”, defende. “Ainda mais hoje em dia, em que especialmente os casados não têm tempo para uma relação sexual tão longa”, lembra Paloma Lacaille, psicóloga especializada em sexologia (RJ). “Toda forma de afeto é agradável e válida. Esse tipo de encontro quebra a rotina e aumenta a emoção. Uma rapidinha em um lugar inusitado ou momento favorável pode proporcionar intenso prazer”, conclui a sexóloga.  Que tal umas dicas para começar?

BEIJO PARA AQUECER 

Uma vez que não há tempo para as preliminares, é com o beijo que tudo vai começar. “Beijar de forma acalorada ajuda a criar um clima de excitação e intimidade importante para o casal. Como a maioria das rapidinhas acontece sem planejamento, o beijo vira o gatilho para acender o desejo”, afirma Paloma. Encontrar um lugar discreto para trocar o carinho de forma bem caliente é um bom começo para o encontro esquentar cada vez mais.

NO PONTO CERTO 

Entender o próprio corpo é um grande passo para encontrar maior satisfação sexual. “Se a mulher tem o hábito de se olhar e tocar, ficará mais fácil conduzir o parceiro para que ele consiga acariciá-la de maneira gostosa, despertando o desejo rapidamente. Vale lembrar que, ao contrário do que a nossa cultura afirma, os homens não sabem tudo sobre o sexo e o corpo feminino. Buscar a satisfação sexual é responsabilidade também da mulher”, avisa Paloma.

OLHE AO REDOR 

Tudo bem que o foco é deixar rolar como se não houvesse amanhã, mas não se esqueça da segurança. A escolha do lugar para a rapidinha deve ser feita com cuidado. Proteção e respeito ao próximo também precisam ser levados em consideração. Nunca é demais destacar que é necessário cautela até mesmo nas horas mais quentes. Vale controlar o tesão por alguns instantes e usar a razão, pois transar em lugares públicos pode ser considerado atentado ao pudor, além de levar a alguma situação constrangedora ou perigosa.

PRESERVE-SE, SEMPRE 

Se você não sabe a quantas anda  a sua saúde nem a do parceiro  e também não mantém nenhuma forma contraceptiva (como pílula anticoncepcional e DIU), use camisinha! O preservativo não pode ser um inconveniente nem quando o desejo toma conta do casal de forma rápida. Ter uma camisinha à mão e segurar o clima de descontração na hora de colocá-la torna tudo mais leve. Procurem encarar o momento como uma maneira de prolongar  o ponto máximo de excitação.

ADRENALINA PURA 

Em geral, nos filmes, a rapidinha  sempre está envolta num clima de sexo meio incontrolável. Mas e na vida real também tem que ser assim? “Não! O importante é que cada casal consiga encontrar o seu ritmo. É mais válido estar atento ao próprio corpo e ao do parceiro e descobrir como dar e receber prazer do que tentar recriar cenas de cinema. Tudo  é válido durante o sexo, desde que as duas partes estejam  de acordo e consigam vivenciar a relação de forma confortável  e gostosa”, explica Paloma.

ALÉM DO TRADICIONAL 

Para a grande maioria dos casais, a estimulação oral pode ser tão ou mais prazerosa do que o sexo convencional. “Transar sem chegar à penetração e ter orgasmos por meio do sexo oral pode provocar a descoberta de muitas sensações novas  e positivas para ambos.  Vale tentar!”, sugere a sexóloga.